quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Foram queimar o sutiã...

Liberté pra quê? rsrsr
Ééééééééééé minhas queridas, vai vendo. Eles estavam lá, aconchegados e seguros, com tempo de sobra para suprir durante o período adequado as necessidades vitamínicas de seu bacuri. Eles estavam na boa, no balanço, no descanso e aí o que vocês fizeram? Hein? Foram lá e tacaram fogo. Resolveram fazer a revolução, quebrar tudo, partir pro ataque, pro trabalho, pra presidência. Em polvorosa ensaiaram escondidas a coreografia do "Tá dominado, tá tudo dominaaaaado".

E eu adolescente, vagabundo de marca maior, devoto do ócio criativo, ficava olhando aquilo e pensando "essas mulé devem estar muito doidas. Pra quê isso? Tão em casa, na moral, cuidando da criançada, piriri, pororó..." É claro que não estava fazendo nesse momento considerações machistas, nada a ver. Eu só pensava no descanso mesmo, no papo pro ar, na neblina do quarto. Pra mim era mil vezes melhor ficar em casa do que sair todo dia pra trabalhar e se estressar com isso e com aquilo. Não foram poucas as vezes que bradei que ficava em casa tranquilo com meus filhos se minha mulher me sustentasse. É óbvio que com esta convicção muitas foram as que correram, mas outras malucas se aproximaram. Este espírito soteropolitano de ser acabou escurraçado com a notícia do nascimento das crianças. Mas que ainda hoje sinto uma preguiiiiiiça, ah, eu sinto rsrsrsrs

Enfim, me deixando de lado e colocando vocês de frente, é claro que ficar em casa não é tão tranquilo assim. A mulher que fica em casa com os filhos trabalha muitas vezes mais do que o maior workaholic que existe. Vai pra lá, vai pra cá, faz isso, faz aquilo, pá, pum, corre, ajeita e pronto. Em suma, a mulher em casa já trabalha bagarai (entenderam? Pense no palavrão) e aí faz o quê? Arruma um emprego. Aaaahhhh, minhas amigas, aí o caldo entorna. Ela trabalha fora e ainda precisa chegar em casa e fazer tudo aquilo que a consciência pesada dela por deixar o filho o dia inteiro na creche a obriga. O tempo que já era escasso, desaparece. Quase 70% do salário dela vai para pagar a creche integral. A criança chega 7 da matina na creche e volta 19:00h. As 21h tá dormindo. Estranho, não? 

Claro que é, e a mulher sabe disso. Ela entra em crise, se culpa, e tenta não brigar com o filho nas 3 horas que passa com ele, seria sacanagem. Tendo isso em vista fica mais permissiva e não exerce sua autoridade como deveria. Falem o que quiserem, mas a função biológica da mulher é ser mãe, é cuidar da cria, lambê-la e aconchegá-la. Eu disse biológica, não que ela só serve pra isso, olha lá. O desvio imposto pelo capitalismo, que a retira deste traçado no seu genoma, por mais que não seja consciente a deixa aflita. Ela foi pro mercado de trabalho, como se ela já não trabalhasse duro. Ela não tem mais tempo. Ela congela o leite porque o peito não dá. Ela não fica mais com os filhos. O marido virou um adereço. A cama virou uma tumba. As que não tem filhos não tem tempo pra ter filhos. Nem mesmo para tentar. 

As que não tem filhos, então...Chega aos 30 e ela entra em crise, quer procriar, o relógio biológico desperta e ela não quer ficar pra tia. É independente, tem seu trabalho, sua casa, seu carro, come onde quer e viaja o mundo. Mas não quer ficar pra tia, aí não. Acaba tendo um filho com um caboclo que ela sabe que não será o pai do seu filho por muito tempo. Ela não tem trabalho, não arruma namorado, tá difícil, sem perspectiva de melhorar de vida, de emprego, pra poder viajar e fazer tudo que ainda não fez. Conversa consigo mesma e diz "tá ficando velha, hein? Quando você vai procriar? Daqui a pouco fica mais arriscado". Dos 30 aos 40, minha gente, ou vai ou racha, é batata. Posso aqui dar uns 37 exemplos de conhecidas que passaram justamente por isso que vos falo.

É por isso que sempre agradeço aos deuses por ser homem. Ser mãe/mulher é muito complicado. Trabalhar sendo mãe, pior ainda. Trabalhar, sendo mãe e ainda ter que aturar um marido, viiiiiiiiiiiiiiixe maria. Trabalhar, sendo mãe, aturando o marido e ainda fazer unha, cabelo, depilar... tá maluco, só de pensar nisso já quase infarto. E aí, me volta na cabeça: quais foram as contribuições, de fato, que esta queima trouxe para a qualidade de vida da mãe/mulher? É claro que ela precisa trabalhar pra ajudar, que ela tem seus projetos, suas perspectivas, seus anseios, e tem o direito de ter tudo isso. O que procuro compreender é como se faz pra equalizar isso tudo com a necessidade/vontade de ser mãe sem que uma das duas ações fique comprometida? Será esta uma contradição insuperável do mundo moderno? 

E aí, minhas amigas? Como faz? E não me venham com coisas do tipo "ah, meu marido ajuda muito" ou "eu me supero e me dedico". Vamos pra realidade, pra vida como ela é. A vontade é chutar o balde? Do quê? Na boa, só de pensar no que vocês estão pensando entrei em crise.

Fui.

Ps: alô, Mamatraca, queria ver umas mães falando disso naqueles vídeos, hein? Camila, para de degustar este Cabernet e toca isso! rsrsrs


44 comentários:

  1. Cappelli, sabes que eu sempre pensei dessa maneira??? E sabes que quase sempre minhas amigas querem me dar com os sutiãs que não deu tempo de queimar na cara??
    Mas sempre digo q se eu achasser a louca que queimou o primeiro sutiã queimava ela!! Tudo que eu mais desejo dessa vida é CRIAR MEUS FILHOS. Só isso. Passar tempo com eles. Ver o que comem, o que falam, o que assistem....
    Sofro muito com isso... e o pior de tudo é ter um marido reclamando pq nao deu tempo pra fazer a unha e depilar..´não, pior mesmo é nao ter tempo pra fazer a unha e depilar...com ou sem reclamação.
    Mas é isso, naquele momento elas desejavam liberdade...e hoje continuamos desejando...
    Vamos queimar nossos crachás, mulherada!!! e quem usa uniforme, queima junto!!
    (sonha...)
    Beijoss

    ResponderExcluir
  2. Boa, Grace, já é uma alternativa rsrsrsrsr! Será isso? Quanto mais liberdade, maiores as "prisões"? Que loucura, hein?
    Sobre o maridão, ele tá certo. Vai agora e acerta esse buço! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Abraço!

    ResponderExcluir
  3. Menino, cê ainda tá no século passado, só pode!
    Lê uns blogs feministas aí, na boa. Tá precisando atualizar seus conceitos. Pode começar pelo www.escrevalolaescreva.blogspot.com.
    Eu tenho 36, sem filhos, sem pretender tê-los e feliz da vida. Destino biológico? Don't make me laugh!
    Abraços meio desconfiados,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lud, minha irmã é assim também e diz a mesma coisa rsrsrs. Quando falo destino biológico é da espécie, dos mamíferos, original de fábrica. Não é uma obrigatoriedade a ser cumprida, mas é algo que foi "produzido", concebido para gerar outra vida, ainda que não gere. Você pode comprar uma Ferrari e só andar a 20km/h, mas ela foi feita pra ir de 0 a 100 em 7 segundos, só acelera quem quer.
      Bem, acho que agora nem abraço rsrsrsrsr

      Excluir
    2. assim como trabalha quem quer né, arrume um marido pra te sustentar

      Excluir
  4. Seu texto me deu esperança. Sim, é muito bom saber que há homens que refletem sobre as escolhas femininas. Entendi tudo, mas não me encaixo no contexto porque tenho 43 anos e nunca senti a vontade genuina de gerar e sou feliz sendo apenas tia de oito sobrinhos. E doida pra ser tia-avó. Nem vou dizer nada sobre a "queima dos porta-peitos" porque posso ser mal interpretada e julgada. Antonces, obrigada por compartilhar o que passa na sua cachola. Abração procê.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gel,

      Tua resposta tá aí em cima.

      E ai de você discordar de mim rsrsrs

      Excluir
  5. Devo copiar e colar o comentário da Grace?

    ResponderExcluir
  6. Para quem, como eu, segue o modelo original e quis casar e procriar, a queima do sutiã deixou a desejar...para mim, só funcionou porque pude parar de trabalhar até meu filho completar 18 meses e quando voltei para a labuta, foi somente pela tarde, enquanto o pequeno está na creche. Foi a forma que melhor arranjei para dar conta de tudo o que eu queria fazer e ainda assim falta-me tempo e sobram necessidades que por hora estão suspensas porque a prioridade é estar o mais perto possível do meu filho. Para as super feministas de plantão que desejam muito mais do que a nossa natureza desejou, digo que o importante é ser feliz! E fazem muito bem não botar menino no mundo se não estão a fim! Maternidade não é para qualquer pessoa, definitivamente!

    ResponderExcluir
  7. A pergunta é: vc é mesmo de Salvador, ou o "espírito soteropolitando" foi só pra sacanear com baiano? Rsrs
    Espero q esse tricolor aí no perfil tb se refira ao Bahêa. Porque eu trabalhei de oito da manhã até agora, 21:28h e não tô aqui pra ninguém me chamar de preguiçosa. Kkk
    . E só pra não fugir do tema do post, tô doida pra ser mãe. Será que é só pelo direito à licença maternidade? Preciso repensar meus conceitos. Rsrsrs

    ResponderExcluir
  8. Sou carioca mermo, líder do campeonato brasileiro. Aqui costumamos dizer que baiano quando morre de infarto fulminante leva uma semana pra empacotar kkkkk
    Se for cargo público a licença pode chegar a 8 meses, pensa nisso e encomenda o bacuri rsrsrsrsr

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não achei graça do infarto fulminante (Hihihi).
      São seis meses de licença maternidade, podendo emendar com um de férias. Onde eu arranjo esse outro mês aí?? Pelo jeito vou necessitar. :)

      Excluir
  9. Sempre penso "porque eu quis estudar e trabalhar?". Agpra tô aqui com uma filha linda de 3 anos que passa o dia todo na escolinha e algumas noites na casa dos avós pra eu poder concluir minha faculdade. Meu marido é carreteiro, vem pra casa a cada 15 dias, nos finais de semana, então nunca fez nada do dia-a-dia como levar ao pediatra por exemplo, e eu to aqui, querendo mais do que nunca ficar em casa, ser "do lar" e ao mesmo tempo trabalhando muito e estudando mais ou menos, sempre com culpa por não estar realmente perto o quanto gostaria de quem mais amo. Enfim, não sei se estou certa, mas que eu queria mesmo era ter a vida que minhas avós tiveram e que algumas muitas amigas tem, ah isso eu queria.
    Abraço
    Luciane Cassol

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Luciane, seu comentário é uma lição de realidade. Foi justamente este ponto que me fez escrever: como é lidar com isso? É complicado e me parece que o primeiro passo e se livrar da culpa. Só assim pra seguir em frente, senão fica complicado, né não? Acho que esta necessidade de volta é, de fato, a contradição de um tempo, do nosso tempo, e resolver isso é complicaaaaado...

      Valeu pelo cometário, me ajudou a pensar mais sobre o assunto...

      Abs!

      Excluir
  10. Cancelando os rss de quem escreve textos critiquentos, que apontam o dedo e jogam a culpa na mãe, como esse seu, a gente ganha mais tempo pra ler aqueles que vão ajudar de verdade a não comprometer nossas "duas ações".

    Beijin, o blog tava bom até hoje!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ih, Sharon, pirou na batatinha rsrsr. Tudo bem se me chamasse de machista ou coisa que o valha, seria normal pelo fato de não nos conhecermos, coisa e tal. Até mesmo uma outra interpretação, visto que o que eu escrevi permite isso, seria mais palatável. Agora,ler este texto e chegar à sua conclusão é doideira. Critiquento e que joga a culpa na mãe??? Copia e cola aqui esta parte pra que eu possa entender...

      Bem, no próximo então você verá mensagens codificadas pra Al Qaeda rsrsrs. Ah, não terá próximo rsrsrs

      Enfim, tá tranquilo, abraço e vamo que vamo!

      Excluir
    2. Sharon,
      Trabalhei dos 13 aos 26 anos, sempre paguei minhas contas e nunca tive que dar satisfacoes sobre a minha vida. Fui promovida em quase todas as empresas que trabalhei. Me considerava satisfeita e feliz assim.
      Me casei e agora tenho um filho de 1 ano e 2 meses. Parei de trabalhar durante a gravidez por restricoes medicas e ele nasceu antes do tempo. Entao que sou mae full time, e realmente nao consegui vislumbrar a conciliacao entre carreira e maternidade, dentro da minha realidade que era trabalhar aos finais de semana, com hora pra chegar e sem hora pra sair. Tenho horror a colocar meu filho numa escola integral, ou meio periodo+baba. Entao aqui estou!
      Mas o que eu questiono é até que ponto esse desejo pela igualdade não se tornou um femismo, um machismo ao contrário? Percebi que tanto homens como mulheres se perderam em seus novos papéis, resstruturando suas rotinas e incluindo neles outros personagens, como as babás e as empregadas domésticas, ambos artigos de luxo atualmente. E quantas vezes, essa busca não ultrapassou o conceito da igualdade, descaracterizando o feminino na essência, o que inclui sim, o maternar, o ser doce, a delicadeza, o se doar e administrar um lar? Muitas mulheres que conheço (superfcialmente) largam seus filhos com babás para ficarem gostosas para o marido, ou porque priorizam a carreira, ou não dão conta de educar mesmo, porque esse sim é o maior desafio. Ser contraventora agora é querer ser dona-de-casa, por opção mesmo. E acumulando tantas tarefas, talvez tenhamos esquecido mesmo da essência da vida, do rumo ciclo natural das coisas.
      O tempo voa, as crias se tornarão adultas, nós iremos envelhecer e conviver com as consequências de nossas escolhas. Creio que o mais importante é estar em paz com elas.
      Ps: acredito que a proposta do post tenha sido justamente entender o porquê de nos enfiarmos nessa maluquice que é querer ser tudo ao mesmo tempo, de desafiar a nós mesmas. Não senti nenhum tom critiquento por aqui.

      Excluir
    3. Aline,

      Creio que nos perdemos nestes novos papéis também. Na ânsia de se reinventar todo dia acabamos perdendo o rumo.

      Me parece que cada vez mais as mulheres alcançam seus objetivos e ficam mais tristes, lá no fundo, quando fazem o balanço geral da caminhada.

      Sei lá, já li umas 3 vezes seu comentário e ainda estou pensando...

      E isso é muito bom.

      Vale um texto...

      Abs!

      Excluir
    4. Cappelli,
      Juro que nao consegui definir como sera meu futuro ainda. E olah que sou o tipo de pessoa que questiona tudo o tempo todo! Se eu te disser que sou 100% realizada ficando full time em casa, estarei mentindo. Mas ao mesmo tempo estou me doando 1000% ao meu filho, todo o meu tempo, meu colo, carinho, atencao, tudo que tenho de melhor, ja que eu mesma nao tive uma mae presente na infancia e creio que isso possa ter interferido um pouco no meu relacionamento com ela agora que sou adulta. Nao tenho aquele apego do tipo minha mae-meu mundo. Pode ser que meu filho tb seja um cara independente la na frente, mas eu nao estou disposta a pagar o preco se ser ausente, e me cobro principalmente a qualidade do tempo que passo com ele. Eu sempre fui do discurso feminista, mas mudei mesmo de lado. Beijos!

      Excluir
  11. Capelli, não conhecia teu blog mas sou fã do Mamatraca e caí aqui. Não vou entrar no mérito de ser feliz com e/ou sem filhos nem te chamar de machista nem nada porque, honestamente, o que ficou do teu texto foi: na real, é (e como é) possível? Meu amigo, me permita a intimidade, sou mãe há 1 ano e quase 2 meses e te respondo do fundo da minha sabedoria, é foda, não sei se dá não. Talvez dê, algum dia. Talvez não. Ainda acho que a única forma é reduzir as expectativas e o perfeccionismo. É fazer uma ou outra coisa bem, mais umas três meia boca e outras simplesmente não fazer. Minha mãe fala que a mulher/mãe de hoje é cheia de neuras. E ela tem razão, porque além de tudo isso que a gente faz, a gente ainda quer pensar, refletir e trocar idéias sobre tudo isso. Como eu disse, é foda. Vou acrescentar o blog nos favs, é bacana ver o que homem pensa também, pra variar. Beijos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tati, é isso que imagino: é foda! Outro dia li que é necessário aceitar o "caos" pra poder seguir em frente, que a tentativa de ordenar e disciplinar estes acontecimentos acaba retirando uma energia fundamental do nosso cotidiano, que deveria ser gasta com outras coisas que não visualizamos por conta do conceito de "vida organizada" que nos toma. Valeu por responder! Como diz um sociólogo chamado Geertz, acho que entramos com um passo desajeitado no século XXI...

      Abs!

      Excluir
  12. Concordo com a Tati Weiss. Eu entendi que no seu texto vc quer saber como a gente dá conta de ser mãe e trabalhar. E a resposta dela é perfeita: é foda. Eu faço isso, mas também não sei se tô fazendo tudo certo. Me sinto uma equilibrista louca, sabe? Mas a gente não quer só ser mãe, quer ter carreira, ser lindona e poderosa! E ai de quem não der conta... Eu escrevi hoje sobre os turnos da vida da mãe que trabalha fora. Dá uma bizoiada no meu mau humorzinho... apequenaquepariu.blogspot.com.br
    bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente isso, Lilian. A brincadeira era: o que saiu da fumaça dos sutiãs queimados? O que ela trouxe? quais as transformações e agonias? Como isso mudou os relacionamentos? Por mais que eu imagine, nunca chegarei perto de uma opinião feminina de fato!

      Vou lá no seu blog dar pitaco, fica tranquila rsrsr

      Abs!

      Excluir
  13. Falou e disse... outro dia até fiz um post sobre isso, quem inventou essa idéia infeliz que mulher tem que ser independente agora nós pagamos mais do que nunca o pato...junto com a independência ganhamos dupla jornada de lambuja e culpa pro resto da vida. (hauhauahu essa parte da creche integral descreveu o que acontece em casa...fiquei me perguntando pq não vieram gemeos aí o salario ja não daria pra pagar duas creche integral e o jeito ia ser mãe em tempo integral) Rs ....Meu marido tem que começar a frequentar essa blogsfera viu!!! Rs

    ResponderExcluir
  14. Chama ele aí porque tá difícil montar até um time de futebol de salão rsrsrs

    Abs!

    ResponderExcluir
  15. Cappelli. Pra mim o grande ganho do movimento todo foi a liberdade de escolha que ele teoricamente trouxe. Digo teoricamente porque acho que ainda são poucas as que verdadeiramente escolhem a vida que tem, normalmente são levadas por pressões que invariavelmente trazem a tal da culpa no colo.. Eu sou mãe de gêmeos, engenheira civil atuante e meus filhos ficam na escola o dia todo mas posso dizer que me sinto pouco culpada por isso. Eu amo minha profissão, trabalho a beça mas consegui equilibrar bem as coisas e me sinto confortável assim. Tenho muitos dias de caos e me sinto equilibrando mil pratinhos prestes a cair, mas a prioridade é sempre das crianças pra mim e sou a melhor mãe que consigo e realmente acho que estou me saindo bem.. Mas olha, concordo com vc, a cabeça da gente fica sempre a milhão e tem um comentário aí de cima que resume tudo mas que eu acho que merece uma complementação: é foda mas é bom!!
    Acho que o comentário ficou confuso mas é a cabeça de uma mãe que passou o dia na obra, buscou os filhos na escola, brincou, botou pra dormir e resolveu ler uns textos por aí pra relaxar.. Bjs e continuo adorando seu blog..

    ResponderExcluir
  16. Mônica, nada de confuso, tá claro, muito claro. Como relatar algo que é confuso, uma correria danada de um jeito sereno, tranquilo e calmo? Aí seria falsidade rsrsrs

    Esse equilíbrio que é danado, né não?

    Ah, tenho uma proposta: você que é engenheira, não topa patentear uma fórmula secreta de Concreto de Mucilon??? Imagina fazer as casas da Minha Casa, Minha Vida com isso? Ia sair pela metade do preço e ainda ser politicamente correto kkkkk

    Abraço e valeu por dedicar seu sopro de tempo ao blog!

    ResponderExcluir
  17. A galera hoje está com uns papos de que vale mais a qualidade do tempo que a mãe fica com a criança do que a quantidade.. não sei bem se é assim não. Quando ficamos pouco com nossos filhos somos muito mais condescendentes e talvez não consigamos educar como deveríamos. Eu sou formada em Direito, mas hoje opto por ficar com meu casal de gêmeos em casa. Tenho faxineira 2 vezes por semana e uma babá de seg a sexta, que não dorme em casa. Ou seja, cozinho pra todos, fico junto durante todo o tempo, vamos ao clube, aos parques... Deixei de lado minha profissão por enquanto e a grana reduzida não me preocupa. Tive uma mãe presente 100% do tempo (não trabalhava fora) e isto foi uma das coisas mais gostosas da minha vida: saber que, no matter what, ela estava lá.
    Não sei mesmo como as mulheres tem feito hoje em dia, mas desconfio muito do trabalho em tempo integral + filhos.
    Não estou aqui para criticar ninguém, não sou perfeita, estou longe de ser.
    Abraços e parabéns pelo texto.
    Ela

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ela,

      Minha mulher poderia ter escrito esse relato, com faxineira e tudo, igual! Nossa situação é praticamente idêntica e é sobre estas circunstâncias que começo e refletir e dividir alguns questionamentos. Certo x errado? Perfeito x Imperfeito? Dicotomias vazias que não nos levam a lugar nenhum.

      Viva a dúvida pois é dela que surgem as grandes sacadas.

      Ah, a grana reduzida me preocupa, demais rsrsrs

      abs!

      Excluir
  18. Ai ai, por onde começo depois de tudo o que vc disse só posso falar uma coisa estou tomando remédio para ansiedade para ver se me acalmo hauhauhauahua.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Toma só metade e respiiiiiiiiiiiiiiiiiira rsrsrs

      Excluir
  19. Nossa!!! lendo isso aqui vejo o pq as mulheres continuam tão dependente e ainda não levadas a sério. Penso que, a mulher pode muito bem casar, ter filhos e se independentes. Eu tenho 25 anos, namoro, faço faculdade, pretendo ter filhos e continuar desfrutando dessa "liberdade", ganhar nosso dinheiro, comprar nossas coisas sem ter que falar detalhes do que comprar, pois quando em casa ficamos, somos dependente de ter que detalhar cada grama de qualquer coisa que compramos e eu no mundo da liberdade, posso criar meu filho, viajar, comprar o que eu quiser, nossa não tem coisa tão massa como isso. Sou baiana, trabalhadeira, existem momentos sim de preguiça como todo mundo, a diferença é que o povo baiano não vivem de cara feia o tempo todo, sempre duvidando das pessoas, entre outros ... lógico que cada um é cada um, existem pessoas terríveis, ... enfim, mulheres acordam, sejam independentes, racional ... sejamos parcial

    ResponderExcluir
  20. Dependentes? Não levadas a sério? Tu leu mermo? rsrsr Na boa, baiananônima, sem ter filhos é no mínimo perigoso fazer determinadas afirmações. Não que elas não sejam verdade, longe disso, mas pelo simples fato de que absolutamente tudo na sua vida irá se transformar. Ah tá, você vai trabalhar, malhar, fazer curso, ir pro trio? Das duas uma: ou você abre mão de algo que gostaria de fazer ou você abre mão de estar com seus filhos. Ou deixa ele na creche de 07 às 19h e leva numa boa. Ou chega em casa e percebe que você na verdade apenas visita seu filho. Ou não. Por fim, ganhar seu dinheiro sem ter que dar satisfação pra ninguém não te faz independente, desculpe. Independência é um conceito muito maior que um mero valor capitalista.

    Abs!

    ResponderExcluir
  21. capelli, tem uma frase sua que eu SEMPRE uso aqui em casa: aqui em casa nao tem visita, passou da porta é ajuda. porque, amigo, com 3 criancas pequenas, tomar banho todo dia é luxo! Parei de trabalhar no final da segunda gravidez, e só percebi que tinha perdido o primeiro ano do primeiro filho quando acompanhei o primeiro ano do segundo filho; em certos momentos, eu nao lembrava como o primeiro tinha evoluido nesse ou aquele aspecto porque eu simplesmente nao estava lá (quem viu, se viu, foi a creche).
    Hoje em dia sou dona de casa e tudo o mais que isso implica (da cozinha à limpeza, do mercado ao servico de maetorista); mas mais que isso, EDUCO meus filhos, e GASTO tempo com eles. Voce esta certo: duas horas por dia é muito pouco! As criancas precisam de mais, muito mais. As criancas precisam de pequenas demonstracoes de presenca (por exemplo, levar e buscar no colegio), mas mais que isso, elas precisam passar tempo com os pais para que tenham oportunidades de aprender pelo exemplo, ou de serem ensinadas quando as ocasioes se apresentam. E as ocasioes de educar as criancas nao se apresentam em apenas duas horas por dia, muito menos nas unicas duas horas que voce tem no dia.
    Ta certo, muito certo. e tem gente que ainda me convence que eu tinha de arranjar uma babá pra voltar a trabalhar!! (ta louco?).
    Nao sou nada feminista. Pra mim, homem e mulher tem seus papeis, complementares na sociedade. E aquela que é engenheira nao deixa de se-lo se ppara de trabalhar para maternar. Ela simplesmente vai usar suas skills engenheiristicas para maternar melhor. Pena que ela nao saiba disso.
    vou continuar aqui, acompanhando seu blog. Gosto de gente que pensa, reflete, e nao de gente que assume um estandarte e bate na cara dos outros com ele.
    abraco

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mari ao quadrado,

      Vez por outra dou um pulo lá no seu blog e imagino: cararra, como essa mulé consegue???

      E parece que agora vou entendendo...

      Vou dar uma olhada no vídeo. Ah, Thomaz faz a mesma coisa com a comida rsrsrs

      Abs!

      Excluir
    2. Mari, te confundi com a Mari Hart, a mãe polvo kkkk
      Fui ver teu blog agora...
      Foi mal aê rsrs

      Excluir
  22. Capelli, fiquei pensando mesmo: o que ganharam os filhos com sutians queimados? ganharam babás? ganharam afrouxamento do vinculo materno? ganharam a oportunidade de serem apartados da mesa de jantar? Digo isso porque ontem assisti um video do Carlos Gonzales (é uma palestra TEDx, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=vKioOmhIfGU), falando de uma outra maneira de se introduzir alimentos às criancas aos 6 meses. Basicamente, a ideia é nao socar papinhas (cheias de coisas que a crianca pode nao gostar) mas permitir que os bebes participem da refeicao da familia, que escolham o que vao comer, que facam suas experiencias, mas para isso, ha que haver o aleitamento materno concomitante e, principalmente, como principal fonte de alimentacao. Pois as mulheres traba;ham fora, nao podem dar-lhes "pechos" por mais do que 4 meses (6 ou 7 com sorte), e ha que lhes socar papinhas para encher a barriga, e ha que alimenta-los as 10 ou 11 da manha (ou seja, antes do horario do almoco familiar) porque esse é o horario da creche, pois na hora do almoco as cuidadoras almocam (hehe - claro, ninguem é de ferro). Eu fiz isso com meu primeiro filho. Sempre o apartei da refeicao familiar. Resultado: eu tenho um filho de 4 anos que ainda nao entendeu que nao pode tirar o arroz de dentro da panela com a mao, na hora que desejar; que nao e'pra cutucar o bife que está na travessa, nem que seja so com a ponta do dedo.
    em tempo: eu sou herdeira desse feminismo, fiz faculdade (estadual), trabalhei, fiz mestrado (em universidade estadual), ou seja, sou plenamente apta ao mercado de trabalho. Mas assumo minha condicao de mae e, mais que mae, educadora e formadora de pessoas melhores pra esse mundo.
    abraco

    ResponderExcluir
  23. Capelli, querido..... dá cá um abraço, pq eu quase chorei... de EMOSSAUM que alguém me entende...

    sério, pq queimaram a PORRA DOS MALDITOS SUTIANS eu não sei, pq eu não queimei o meu!!!!!!! E como tive filhos, trabalho fora (10hs por dia), marido, casa, não tenho empregada, não tenho carro, o meu sutiã ainda é o da amamentação, embora a minha filha tenha quase dois anos e tenha sido amamentada por 3 meses.

    Trabalhar e ser mãe é como escolher saltar de para-quedas sabendo que o primeiro está quebrado, torcendo para o segundo abrir direitinho - ciente de que pode dar erro a qlq momento. Se chegar em terra firme vivo e bem, excelente (ainda assim, terá sofrido tanto no percurso que não sei se vale a pena) e se der algum problema vc se arrepende pelo resto da vida.

    Horrível.

    Eu trabalho pq preciso e torço muito, muito, muito pro meu marido prosperar, pq considerando ambos os empregos, é mais fácil ele crescer e ganhar mais $$ do que eu. E eu não vejo a hora de poder ficar em casa com o meu segundo filho - que só terei se essa hora chegar, pq de trauma de não criar filhos eu estou bem cheia.

    Minha filha tem 1 ano e 9 meses, não sou baixa renda, muito menos (infelizmente), alta renda. Tô na faixa do meio que foi esmagada por caminhões de ambos os lados e sofro horrores por não ser pobre nem rica. É péssimo.

    Não posso parar de trabalhar e viver uma vida com "menAs luxA" pq não tenho pôrra de luxo algum, mas ao mesmo tempo, se eu paro de trabalhar e fico com ela em casa (poupo os quase dois mil que pago de creche por mês.... e é CRECHE, não é pós-graduação) o dinheiro que eu ganharia fará mta falta.... vai entender, né?

    já pensei mto em parar de trabalhar para educar a minha filha e, infelizmente, o troco que faltaria ali faz mta falta, senão, em casa eu estaria. Não vejo vantagem que a Maria levou em queimar o sutiã, pq, no meu caso, Maria se fudeu mesmo. Tem que cuidar do trabalho (ai se não for uma profissional excelente), da casa, da filha (claro), ficar com ela, brincar, estar com ela (e não lavando louça), cuidar do marido, de mim, da vida... raio de queima infeliz. Eu queria queimar o meu crachá realmente. Alguém comentou acima e eu concordo: queimemos os crachás e voltemos a ficar em casa, pelamordedeus!!!!

    Um abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Dani,

      As vezes acho que eles vão sair da creche já empregados rsrsrs. E olha que os meus filhos ficam só meio período...

      Estou na mesma faixa "salarial" que você e vivo este seu drama cotidianamente. Minha mulher não trabalha e, se trabalhasse, seria para pagar a outra metade do período que eles teriam que ficar na creche. Pra ficar zero a zero, que fique em casa com as crianças.

      Faz falta a grana? Faz. Faz mais falta ela em casa? Muuuuuuuuuito mais. No balanço final, vamos no dia a dia, correndo atrás da grana...

      Chegue e fique à vontade. Me parece que teremos mais discussões das boas.

      Abraço !

      Excluir
  24. Capelli, adorei encontrar o seu blog. Sabe, tenho uma filha de 6 meses e moro no EUA. Aqui licenca maternidade e de 2 meses e nao adianta reclamar. Pensei em queimar o meu cracha e foi quando eu refelti sobre o que desejaria para a minha filha no futuro. E cheguei a conclusao que, por mais dificil que seja, nao gostaria que ela deixasse sua profissao para se dedicar "somente"(como se fosse pouco) aos filhos. (mesmo sabendo que muitas mulheres fazem isso e sao tao dignas de admiracao quanto qualquer outra que trabalha)Ai, me coloquei no lugar de filha e pensei na minha mae. Ela durante muito tempo se dedicou somente a nos (somos 3 irmas)e quando eramos adolescentes ela voltou a trabalhar. Ela nunca se ausentou das nossas vidas por isso (sei que um bebe demanda mais atencao) e hj temos muito orgulho do exemplo que nos deu. Pensei no que eu tb desejaria a ela ( se pudesse voltar no tempo.E apesar do equilibrismo louco, acho que o trabalho fez falta a ela no tempo em que se dedicou somente a nos tres. Acho que isso vai do perfil de cada mulher. Eu sou muito feliz trabalhando, me realizo. Eu sou muito mais feliz como mae, mas vou equilibrando meus pratinhos enquanto der. Queria que fosse 100% livre de culpas e neuras, mas sou mulher, ne? Beijos

    ResponderExcluir
  25. Um pouco assustador ver mulheres gratas à sua postagem ou achando interessante ver um homem refletindo a situação da mulher (dessa maneira). Queima sutiã quem quer, queima cracha quem quer também. Tem filhos quem quer e não tem quem não quer. A luta, a queima dos sutiãs, existe para nos dar opções. Eu entendo que você não fez uma postagem machista, mas acho importante que se reflita esse discurso, pois é o "machismo nosso de cada dia",esse que fica escondido em frases como "eu ajudo a minha mulher nas obrigações do lar" que reforça diariamente o machismo que tanto nos oprime.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Assustador é ainda no século XXI ver pessoas que usam o anonimato para difundir suas opiniões, na boa...

      abs!

      Excluir